scale2go: o passado, presente e futuro

Guest Blogger - scale2go

A scale2go nasce em 2013 de uma paixão minha e do Andreas por canoagem. Geralmente o processo iniciava-se com a procura na Internet para descobrir alguém que oferecesse a atividade, a quem ligávamos e de quem invariavelmente ouvíamos “só dois!!”, seguido de “não sei, vou fazer uns telefonemas a ver se conseguimos juntar um grupo e ligo de volta”… E na maioria das vezes não havia ligar de volta, e não havia canoagem para ninguém.

Percebemos que o problema passava por não termos o grupo mínimo e, em simultâneo, não estarmos na disposição de pagar o preço necessário para sair apenas com duas pessoas. Encontrar este grupo mínimo entre os amigos nem sempre era fácil, um podia este sábado, os outros dois só daqui a 15 dias…ou seja, encontrar a data ideal, de compromisso, que todos sabemos por experiência ser um desafio…

Ao planear as férias, em que queremos sempre fazer imensa coisa, percebemos que o problema era o mesmo. Se bem que por diferentes motivos, a grande questão era a mesma “O que fazer?”. Chegar ao fim-de-semana, chegar ao nosso local de destino de férias, marcar um hotel era fácil mas, e depois? Depois eram horas na internet à procura do que se podia fazer na zona, seguido de quem o fazia e da questão “Só dois!!”.

Partilhada a ideia com os amigos, percebemos que não éramos os únicos e que na realidade parecia haver espaço para uma aplicação que permitisse responder à questão do que fazer, ou seja “o quê, onde e quando”. Avaliados os prós e contras de embarcar em tal aventura, começamos a pensar nas diversas vertentes: quem vai programar, como financiar, como vamos conseguir acompanhar o projeto com empregos a tempo inteiro? Acho que a vontade de desenvolver algo que nós próprios pudéssemos usar acabou por ser mais forte do que todas as dificuldades que sabíamos ir encontrar. O facto de termos recebido a aprovação de 2 candidaturas a fundos comunitários ajudou a manter a moral elevada e acabou por reforçar que a ideia poderia ter pernas para andar.

Assegurado o cofinanciamento, começou o desenho do sistema. Queríamos algo que pudesse ser usado pelo grupo de amigos que quer ir fazer canoagem, ou que quer combinar umas corridas ou passeio de bicicleta mas que também fosse interessante para um organizador profissional ou semi-profissional. Que fosse para o estudante que quer ganhar uns trocos a mostrar a cidade a um turista ou para a associação que quer gerir e promover as suas atividades junto da comunidade local. Que fosse para o grupo que está a planear ir ao concerto, à exposição ou que quer aprender a fazer uma pizza com quem sabe. Queríamos ter um impacto local e promover a economia social, o voluntariado.

Se no início todas estas ideias pareciam demasiado ambiciosas, ao planear o detalhe percebemos que eram realizáveis. Opções como o propor várias datas para se encontrar a data ideal entre os interessados numa atividade; o conceito de solicitar uma atividade que fica visível para todos os utilizadores da rede- interessados em participar e potenciais organizadores; a opção de sugerir o preço que estamos na disposição de pagar e do organizador ter a opção de o aceitar ou não; a utilização de créditos de voluntariado que funcionam como moeda dentro do sistema, permitindo premiar quem dedica parte do seu tempo à sociedade; a opção de numa atividade de voluntariado pedir donativos, sejam eles em dinheiro, espécie ou em conhecimento, procurando dessa forma ser úteis para a sociedade.

E se muito mais haveria a dizer em termos de funcionalidades já programadas, parece-me que o mais importante neste momento será olhar para o futuro. E o futuro passa em primeiro lugar por perceber como é que os utilizadores vão usar a scale2go, do que acham ser uma mais-valia e do que gostariam de ver implementado. Passa também por realizar um número de ideias que temos. Entre elas o desenvolvimento e integração de aplicações nomeadamente de partilha de recursos. Faz-nos sentido que uma atividade de bicicleta ofereça a possibilidade de alugar uma bicicleta para aqueles, turistas ou locais, que não tenham uma disponível. Para a loja local que aluga bicicletas será um canal adicional de vendas. Não é nossa intenção dedicar-nos ao desenvolvimento de aplicações, mas sim passar a mensagem a todos aqueles que tenham aplicações que complementem a experiência de uma atividade: são bem-vindos, gostaríamos de estabelecer sinergias, e já têm um espaço disponível na nossa rede para se integrarem. Last but not least, o futuro passa por nos transformarmos nós mesmos numa App, acompanhando as tendências de mercado.

Como mensagem final, dizer que a scale2go foi pensada por pessoas que gostam de fazer imensas coisas, mas que têm pouco tempo livre para o fazer. Permitam-me a redundância, mas acredito que desperdiçar tempo livre é, e será sempre, um desperdício. Por isso, espero que a scale2go possa contribuir para que se mantenham ativos e que realizem as vossas atividades por mais invulgares que possam ser. Espero que possamos contribuir para encontrarem o grupo e a data ideal para o fazerem. Certamente que nos vamos encontrar numa dessas atividades, por aí…

Texto de Ana Faria, cofundadora da scale2go


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