Orientação, Será que Conheces?

Orientação: Será que Conheces?

Orientação é um desporto com uma história longa, mas que apenas recentemente começou a ganhar força e fãs. Hoje em dia, as provas ligadas a esta modalidade são mais que muitas, e este fim-de-semana, por exemplo, no Porto decorre a Porto City Race e a Orientação na Baixa. Mas será que conheces este desporto? Por exemplo, sabes quem foi o “pai” da orientação?

De uma forma resumida, orientação é um desporto individual que tem como objetivo percorrer uma determinada distância, num terreno desconhecido, onde o atleta tem que passar nos postos de controlo assinalados no mapa. O principal desafio deste desporto é saber ler o mapa, e conseguir fazê-lo no menor tempo possível.

O pai deste desporto, e a primeira pessoa a organizar uma prova de orientação, foi o major sueco Ernst Killander, que em 1918 organizou uma prova de grande escala onde participaram cerca de 220 atletas. Ele organizou uma prova de “corrida todo o terreno” que incluía etapas de orientação. Cada atleta tinha que usar um mapa e uma bússola para escolher uma rota, desde a partida até à meta, com pontos de controlo que tinha que encontrar. Este evento combinava as capacidades de um corredor com a capacidade mental necessária para seguir/interpretar um percurso.

Os mapas que hoje vulgarmente são associados à orientação só foram introduzidos no anos 50. Até essa data, os mapas utilizados eram simples representações a preto e branco da área onde a prova decorria. Custa pensar que no início os atletas não tinham os mapas de hoje para se orientarem, mas realmente não tinham. E como não havia um mapa próprio, também não havia a necessidade de símbolos próprios para assinalar o ponto de partida, a meta ou os postos de controlo. Estes surgiram mais tarde. Alguém sabe qual é símbolo que assinala a meta? E um posto de controlo? Num mapa de orientação, a partida é assinalada com um triângulo, a meta por um duplo círculo e os postos de controlo por círculos.

E os postos de controlo, onde os atletas “picam” os cartões de controlo, têm que estar bem visíveis no terreno para que os atletas os possam encontrar. Estes são assinalados com bandeiras laranjas e brancas, num padrão de triângulos. No início eram em vermelho e branco, mas com o tempo o vermelho passou a laranja. O avanço tecnológico transfigurou estes postos de controlo, passaram de “manuais” para electrónicos, com controlo através da leitura de um código electrónico. Isto deu aos velhinhos alicates, que todos se devem lembrar das aulas de orientação dos tempos de liceu, a merecida reforma.

Atualmente este desporto é regido pela IOF, ou FIO em Português, que quer dizer Federação Internacional de Orientação (International Orienteering Federation). Este organismo foi formado em 1961 e representava 10 países europeus, e Portugal não era um deles. Estes eram a Bulgária, a República Checa, a Dinamarca, a República Federal da Alemanha, a Finlândia, a República Democrata Alemã, Hungria, Noruega, Suécia e Suíça. Hoje, este organismo conta com 79 países membros, com Portugal, e por esse motivo há campeonatos de orientação organizados um pouco por todo o mundo.

E agora que sabes todas estas curiosidades, só te falta mesmo participar numa prova de orientação. Este fim-de-semana decorre no Porto, a Porto City Race, que conta com a participação de diversos atletas internacionais, e a Orientação na Baixa. Para te inscreveres nesta última prova, só tens que ir ao site da scale2go e na atividade clicar em “participar”. Também podes sempre solicitar uma atividade de orientação. A escolha a tua.


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