Não é uma cidade qualquer…é o Porto!

Curiosidades Porto / Porto Curiosities

Muito se pode dizer sobre a cidade do Porto, e muito já foi dito. Só que este é um assunto que nunca ficará gasto, porque tem como fonte de inspiração a “mui nobre, invicta e sempre leal cidade do Porto”. Este texto não está aqui para falar sobre a cidade em si e o que visitar. É interessante, mas amplamente explorado. Na scale2go gostamos de ir para além do óbvio. Há muito para dizer sobre os encantos da Ribeira, sobre as novas cores da baixa, os movimentos constantes na Avenida dos Aliados ou sobre a renovada Torre dos Clérigos. Há muita para dizer, mas este texto vai ser sobre factos curiosos da cidade.

As origens da cidade do Porto remontam à idade do Bronze, e tantos anos de história fazem com que muito tenha acontecido e que existam muitos factos curiosos para relatar. Apesar de acesso público, são pouco explorados ou até ignorados. Todos sabemos que a Francesinha é um prato típico e que surgiu no café Regaleira, mas e as Tripas à Moda do Porto? A história reza que surgiu na altura da conquista de Ceuta, 1415, quando os habitantes da cidade doaram toda a carne às tropas portuguesas, ficando apenas com as tripas. É deste episódio também que vem o nome “tripeiros”.

O Porto sempre teve um caráter muito liberal e de preocupação com os direitos do indivíduo. São muitos os factos que comprovam esta ideia. A 31 de Janeiro de 1891, no Porto, ocorreu a primeira tentativa de implantar o regime republicano em Portugal, que se viria a concretizar em 1910. Aquando da inquisição, no Porto só foi realizado um único Auto de Fé. A cidade tinha longas tradições judaicas, e o povo sempre foi muito protetor dos seus. E foi também nesta cidade, a 24 de Agosto de 1820, que se deu a revolta que exigiu o regresso da corte Portuguesa ao país (estava exilada no Brasil) e o fim da monarquia absoluta. Desta revolta resultou a divisão de poderes, dotando Portugal de uma constituição, a Constituição de 1822, de um Parlamento eleito, e de eleições e partidos políticos.

O Porto é também uma cidade de amores, e o mais conhecido, apesar de não ter nascido aqui, é o de Camilo Castelo Branco e Ana Plácido. Ambos estiveram presos na Cadeia da Relação, acusados de adultério (Ana Plácido era na altura casada). Quando morreu, Camilo Castelo Branco foi enterrado no Cemitério da Lapa, ficando sepultado no jazigo perto do de Manuel Pinheiro Alves, marido de Ana Plácido.

“Fino que nem um alho” é uma expressão tipicamente portuguesa e portuense, utilizada para caracterizar alguém muito inteligente. Surgiu em 1352 por causa do tratado assinado nesse mesmo ano entre Inglaterra e Portugal. Este foi conduzido pelo portuense Afonso Martins Alho, homem que deu origem à expressão devido à sua invulgar inteligência e dor de cabeça que deu aos ingleses.

E se Manoel de Oliveira é o nome incontornavelmente ligado ao Porto, este cineasta não foi o primeiro marco do cinema da cidade. O primeiro filme do cinema português foi realizado na Rua de Santa Catarina, em 1896, por Aurélio Paz dos Reis e tinha como titulo: “Saída do Pessoal Operário da Fábrica Confiança”.

E quem houve o nome do Porto, automaticamente associa ao afamado Vinho do Porto que apesar de produzido no Douro, e embarcado em Gaia, é o nome da cidade portuense que leve além-mar. No início da sua comercialização, o vinho não tinha rótulo e a informação era pintada nas garrafas. Como o vinho ficava longos períodos a envelhecer, os rótulos de papel não resistiam e eram atacados pelos fungos. Assim os produtores começaram a pintar o rótulo diretamente nas garrafas pra que a informação perdurasse.

E para terminar um curiosidade arquitectónica. Não sobre a Casa da Música, Clérigos ou Ponte D. Luís I. Em 2010, a mundialmente famosa revista de arquitetura ArchDaily elegeu três edifícios do Porto para a lista dos melhores do ano. Um deles foi a barraca da AEFAUP, construída por dois estudantes da Faculdade de Arquitetura para a Queima das Fitas de 2008, toda ela feita com caixas de arrumação. Um projeto temporário, mas com grande impacto, cá dentro e lá fora.


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