Jardins do Porto – Parque da Cidade

Parque da Cidade

Os Jardins são o cenário ideal para diversas atividades, seja para passear, praticar desporto ou por exemplo fazer um piquenique. O Porto e arredores escondem muitos desses espaços. Alguns mais conhecidos do que outros mas estamos convencidos que, independentemente da escolha, em cada um deles vais encontrar algo de novo. Durante as próximas semanas vamos contar-te a história de alguns desses jardins e desafiar-te para novas atividades.

E começamos com o que é considerado o maior parque urbano do país: o Parque da Cidade. Com 83 hectares de área compostos por zonas de relvados, zonas arborizadas, quatro lagos e mais de dez quilómetros de percursos o Jardim tem a sua origem em 1916/1918 quando Ezequiel de Campos insiste na aquisição de terrenos para a construção de um parque. No entanto, apenas em 1982 se dá início aos primeiros estudos conceptuais, sendo que a sua construção se iniciou em 1991, com projeto do arquiteto paisagista Sidónio Pardal. As áreas verdes do Parque na cidade estendem-se até ao Oceano Atlântico, conferindo-lhe uma particularidade rara a nível mundial e fazendo uma ligação que invoca ao lazer e à atividade. No entanto aquando da sua inauguração em 1993 a sua extensão em nada tinha a ver com a atual dimensão. Ao longo dos tempo o parque foi crescendo desde a sua localização inicial, que atualmente é a entrada Norte na Estrada Interior da Circunvalação, quase logo no seu início no sentido poente/nascente, para a zona Sul e para a zona mais próxima ao mar. A expansão até ao mar ficou completa em 2002 com a construção da frente marítima, que sucedeu à inauguração em 2000 do Núcleo Rural de Aldoar, após três anos de obras de restauro e recuperação das suas quatro quintas rurais. Os espaços recuperados da autoria dos arquitetos João Rapagão e César Fernandes, são assim uma forma de perpetuar a memória do Porto Rural e das suas características, respeitando a identidade patrimonial e cultural das construções.
O parque tem cerca de 11km de caminhos que convidam ao passeio ou à corrida, sendo que os muros de suporte de terra que ladeiam estes caminhos tem a particularidade de serem feitos da pedra proveniente de demolições de edifícios e de outras estruturas que existiam no parque. Esta utilização da pedra é visível em todos os elementos do Parque como charcos drenantes para a retenção de águas das chuvas, descarregadores de superfície dos lagos, tanques e abrigos resultando num conjunto rural e campestre em plena cidade. Em 2000, o Parque foi selecionado pela Ordem dos Engenheiros como uma das “100 obras mais notáveis construídas do século XX em Portugal”.
Mais recentemente o Parque é um espaço privilegiado para diversas atividades para o qual em muito contribuiu a infraestrutura existente, que inclui WC públicos, cafetaria/restaurantes, aparcamento de bicicleta, campos desportivos, vólei em areia; ciclovia partilhada e um centro de educação ambiental (CEA) localizado no Núcleo Rural de Aldoar, que possui uma diversidade de elementos agrícolas já pouco comuns no seio de uma grande cidade e onde se promovem um conjunto de iniciativas de educação ambiental, alicerçadas na divulgação e dinamização de tão expressivo património.
Por isso o desafio que deixamos é de reunires os teus amigos, decidirem que atividades vão fazer e partir à descoberta do Parque da Cidade.


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